A Funsaud (Fundação de Serviços da Saúde) emitiu um alerta formal sobre a situação crítica no Hospital da Vida, em Dourados. O documento foi encaminhado à Central de Regulação de Leitos, ao Samu, ao Corpo de Bombeiros, além do serviço de atendimento da concessionária da BR-163 e ao Ministério Público Estadual.
No ofício, a fundação, responsável por administrar o Hospital da Vida e UPA, relata que a unidade opera acima da capacidade técnica, especialmente na área vermelha, destinada aos casos mais graves. A UTI também está completamente ocupada, sem disponibilidade de novos leitos.
Os dados detalhados mostram o cenário de pressão sobre o sistema: 12 pacientes na área vermelha, 20 internados na UTI e 17 na área verde. Além disso, todos os leitos de observação e as enfermarias de clínica médica e cirúrgica estão lotados. Ainda havia, até o último levantamento, quatro pacientes aguardando vaga para internação na ortopedia e outros quatro em processo de classificação de risco.
Diante da situação, a equipe médica iniciou uma busca ativa por alternativas para desafogar a unidade. “Estamos realizando busca de pacientes que possam ser transferidos para outros serviços, seja por pertencerem a outras referências ou por possibilidade de atendimento em suas cidades de origem ou em leitos de retaguarda”, informou a médica reguladora Laís Dias Azevedo no documento.
Em nota, a prefeitura reconheceu que a superlotação no Hospital da Vida é um problema recorrente, impulsionado pela demanda regional. A unidade é referência para 33 municípios e o único hospital público em um raio de aproximadamente 300 quilômetros com estrutura para atendimento de urgência e trauma.
Apesar da pressão no sistema, o município destacou que todos os pacientes seguem sendo atendidos, mesmo diante do cenário de ocupação máxima. O caso tem se agravado num momento que o município enfrenta epidemia de chikungunya, com 1,4 mil infectados pela doença, sete mortes e três em investigação.

Comentários