A Polícia Civil concluiu que a adolescente de 17 anos, mãe da bebê sequestrada aos 28 dias, é inocente. Na tarde desta quinta-feira, dia 13 de agosto, a Justiça autorizou o retorno da recém-nascida para casa.
A decisão encerra a dúvida sobre a participação da jovem no desaparecimento da filha, levantada durante os primeiros dias de investigação por causa das versões que surgiram sobre as circunstâncias em que a criança foi levada.
A conclusão policial de que a adolescente não teve envolvimento no crime foi considerada pela Justiça para autorizar a reintegração.
A recém-nascida estava sob acolhimento da rede de proteção desde que retornou a Campo Grande, na terça-feira (11).
O caso
As dúvidas surgiram porque, enquanto a mãe relatava ter sido atraída para uma casa com a promessa de receber R$ 100 para cuidar de outra criança e depois ter sido rendida, outras informações chegaram aos investigadores indicando a hipótese de que a bebê pudesse ter sido entregue por causa de uma dívida. A família sempre negou essa versão.
O sequestro começou na quinta-feira (7). Segundo o relato registrado pela adolescente, ela havia conhecido pela internet, ainda durante a gestação, uma mulher que inicialmente ofereceu um ensaio fotográfico para a recém-nascida. Posteriormente, a jovem teria recebido a proposta para cuidar de outra criança.
A mãe e a irmã dela, de 13 anos, foram até uma residência ligada à suspeita. Conforme a versão apresentada à polícia, durante a madrugada as adolescentes foram deixadas nas proximidades de uma área de mata na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, já sem a bebê.
A recém-nascida foi encontrada por volta de 1h15 de domingo (9), em uma casa de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. No imóvel estavam Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, presos pelas autoridades paraguaias. O rastreamento de sinais telefônicos ajudou as forças de segurança a chegar ao endereço.

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