Ambiente zen - O governador Eduardo Riedel (PSDB) revelou durante evento realizado na sede da Famasul, em Campo Grande, o que considera um dos segredos do crescimento de Mato Grosso do Sul, que nos últimos anos avançou acima da média nacional. Segundo ele, o ambiente de estabilidade institucional tem sido decisivo para atrair investimentos.
Cada um na sua - “Ninguém investe em um ambiente conflituoso. Aqui construímos uma relação de harmonia entre os Poderes, entre o setor público e o privado. O Legislativo legisla, o Executivo executa e o Judiciário julga. Ninguém mete a mão na responsabilidade do outro”, afirmou. Em tempos de embates frequentes entre instituições Brasil afora, a receita sul-mato-grossense parece ser simples: cada um no seu quadrado.
Treinador - Uma das maiores autoridades do agronegócio brasileiro, o ex-ministro da Agricultura e professor da FGV, Roberto Rodrigues, resolveu arriscar um palpite fora de sua área de especialidade durante o evento. Ao comentar o empate da Seleção Brasileira por 1 a 1 na estreia da Copa diante do Marrocos, não demonstrou muito otimismo.
Campeão do mundo - “Com esse meio-campo do Flamengo, o Paquetá, não dá”, disparou. Se o hexa ficou sob suspeita, ao menos uma certeza permaneceu. “Campeão do mundo o Brasil deve continuar sendo, mas na produção de soja, carne, celulose e outras commodities do agro”.
Após 18 anos - O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul encerrou, por prescrição, a punição de Cícero dos Santos e João Marcos Pedro Rosa em um caso de suposto caixa dois nas eleições municipais de 2008 em Naviraí. Eles haviam sido condenados em primeira instância a 1 ano de reclusão, em regime aberto, substituído por prestação de serviço à comunidade, por falsidade ideológica eleitoral. A acusação era de que R$ 100 mil recebidos de um empresário teriam sido usados em despesas de campanha sem registro na Justiça Eleitoral.
Arriscado - O volume de transações digitais suspeitas no comércio eletrônico cresceu 29,73% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados do índice de fraude da Equifax BoaVista. Ao mesmo tempo, o valor médio dessas operações caiu 53,7%, de R$ 1.926,65 para R$ 891,65, o que, segundo a empresa, indica possível adaptação dos criminosos para realizar compras menores e reduzir a detecção. No período, a taxa de fraude ficou em 1,26%, enquanto o total de transações analisadas sob suspeita também aumentou, influenciado por maior rigor de monitoramento em datas promocionais como o Dia das Mães.
Combate ao racismo - A prefeita Adriane Lopes (PP) oficializou a adesão de Campo Grande ao programa estadual MS Sem Racismo. O decreto também institui o Plano Municipal de Metas Antirracistas, que prevê ações como capacitação de servidores, campanhas educativas, produção de indicadores com recorte racial e fortalecimento da estrutura municipal voltada à promoção da igualdade racial. A execução será compartilhada entre diferentes secretarias e poderá contar com parcerias com universidades, entidades da sociedade civil e iniciativa privada.
Próximo passo - Entre as metas previstas no plano está a criação de uma legislação municipal para regulamentar bancas de heteroidentificação em processos seletivos. O documento também prevê a elaboração de diagnósticos sobre o acesso de populações negras, quilombolas, povos ciganos, povos de terreiro e comunidades tradicionais a serviços públicos. Outra medida é a implementação do Selo CG Sem Racismo, destinado a reconhecer empresas que adotem práticas de promoção da igualdade racial.
Menos espaço - O governo federal colocou de pé o Contratos.gov.br, sistema que será obrigatório para acompanhar contratos depois que a compra já foi feita. A diferença para o Compras.gov.br é simples: um cuida mais da licitação, da disputa e da escolha da empresa; o outro entra na fase em que começa o problema de verdade, fiscalizar se o serviço foi entregue, se o prazo foi cumprido, se houve aditivo, cobrança e pagamento. No papel, a ideia é deixar menos espaço para contrato esquecido em gaveta digital e mais rastro para controle público.
Menos direitos - O governo federal vetou integralmente o projeto que criava o contrato de primeiro emprego para jovens estudantes. A justificativa foi que a proposta abria espaço para uma contratação com menos direitos que os demais trabalhadores, incluindo redução de garantias trabalhistas, alíquota menor de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e contribuição previdenciária reduzida para empresas. Em bom português: a ideia era baratear a contratação de jovens, mas o Planalto entendeu que isso criaria uma categoria de trabalhador mais barata e menos protegida.

Comentários