Cidades

Justiça suspende atividades de espaço infantil sob investigação por suspeita de maus-tratos

Operação Amparo cumpriu buscas no estabelecimento e em duas residências nesta quarta-feira, em Nova Andradina

Escolinha de educação infantil alvo da operação do MPMS funcionava em uma residência na cidade de Nova Andradina Escolinha de educação infantil alvo da operação do MPMS funcionava em uma residência na cidade de Nova Andradina

A Justiça determinou a suspensão das atividades do Espaço Pedagógico Tia Lú, em Nova Andradina, como medida de proteção às crianças. O estabelecimento é investigado por suspeita de maus-tratos e foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (30), durante a Operação Amparo.

A ação mobilizou a Polícia Civil, com apoio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e da Polícia Militar. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal e pela Vara da Infância e da Juventude da comarca, a pedido do Ministério Público e da Delegacia Civil.

Além do espaço infantil, os agentes realizaram buscas na residência da proprietária e na casa de uma funcionária, conforme informações do Jornal da Nova. Foram apreendidos dispositivos eletrônicos, fichas de crianças e outros materiais que serão examinados no decorrer da investigação.

A proprietária e seu advogado acompanharam a diligência no estabelecimento. Na semana anterior, o local havia passado por perícia, e pessoas relacionadas ao caso já teriam prestado depoimento.

O espaço particular havia anunciado a interrupção temporária do atendimento após a divulgação de denúncias de supostas agressões e de questionamentos sobre as condições oferecidas às crianças. Agora, a suspensão também foi determinada judicialmente.

Imagens encaminhadas à imprensa mostram crianças deitadas em placas de EVA colocadas no chão, inclusive durante o descanso. Os registros também apresentam sinais de desgaste em pisos, paredes, berços e outras estruturas, além de utensílios infantis próximos a produtos de limpeza.

Também foram levantadas dúvidas sobre a higiene, a conservação das instalações e possíveis pendências trabalhistas envolvendo ex-funcionárias. As acusações ainda dependem de apuração pelas autoridades.

Na sexta-feira (18), policiais militares e integrantes do Conselho Tutelar estiveram no local para verificar as denúncias. Posteriormente, o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

Em manifestação divulgada antes da operação, o Espaço Tia Lú declarou interesse no esclarecimento dos fatos e afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar. A instituição também informou que havia suspendido voluntariamente as atividades enquanto adotava as providências necessárias para esclarecer o caso.

Segundo o MPMS, a Operação Amparo busca apurar possíveis maus-tratos contra crianças no estabelecimento de educação infantil. O material recolhido nas buscas deverá auxiliar a investigação.

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