Economia

Dólar sobe pelo segundo dia e fecha a R$ 5,04 com petróleo em alta

Moeda avançou 0,22% nesta quinta (22), enquanto Ibovespa caiu 1,15% e encerrou aos 204.120 pontos

Cédula do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Cédula do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em alta de 0,22% nesta quinta-feira (22), cotado a R$ 5,0383, pelo segundo dia consecutivo de valorização no mercado brasileiro. O movimento ocorreu em meio à elevação dos preços do petróleo no exterior e à divulgação de balanços financeiros de empresas. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, caiu 1,15% e encerrou o pregão aos 204.120 pontos.

O dólar comercial fechou em alta de 0,22% nesta quinta-feira (22), cotado a R$ 5,0383, na segunda valorização seguida. O Ibovespa recuou 1,15%, aos 204.120 pontos. A moeda ainda acumula queda de 0,68% na semana, 2,63% em outubro e 8,21% no ano. O petróleo subiu com ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e a queda dos estoques americanos: o Brent avançou 3,83%, a US$ 112,99, e o WTI, 2,22%, a US$ 99,31. Os ataques entre Rússia e Ucrânia também influenciaram o mercado.

Ontem (21), a moeda americana havia subido 0,17%, para R$ 5,0272. Apesar das duas altas seguidas, ainda acumula queda de 0,68% na semana, 2,63% em outubro e 8,21% desde o início do ano.

O petróleo foi um dos principais destaques do mercado internacional. Por volta das 17h, o barril do Brent, referência mundial, registrava valorização de 3,83%, cotado a US$ 112,99. Já o WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, avançava 2,22%, para US$ 99,31.

A alta ocorreu diante dos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, e da redução dos estoques americanos de petróleo, superior à esperada pelo mercado. A região é uma das principais rotas de transporte da commodity, e as dificuldades de circulação aumentam as preocupações com o abastecimento mundial.

A continuidade dos ataques entre Rússia e Ucrânia também influenciou as cotações. Os dois países voltaram a trocar ofensivas, apesar das tentativas de retomar as negociações para encerrar o conflito. O governo russo sinalizou disposição para novas conversas, enquanto a Ucrânia espera que os encontros ocorram no início de novembro.

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